Descrição
Esta obra procura compreender o termo grego kecharitōmenē, “cheia de graça”, dirigido à Virgem Maria, em Lc 1,28. Esta é a única vez, em toda a Sagrada Escritura, que um Anjo se dirige a alguém por um título, em vez de um nome pessoal. São consideradas algumas passagens em que este termo grego aparece na LXX e, posteriormente, na tradução feita por São Jerônimo, a Vulgata Latina, bem como nas traduções adotadas por diferentes dicionários.
Investigam-se quais as consequências teológicas da declaração do Anjo Gabriel à Mãe de Jesus. Maria possui uma graça incontaminada. A tradição católica latina expressa essa condição de Maria com o título de Imaculada, que realça a ausência de pecado original, e tradição católica oriental expressa e ressalta a presença das virtudes e de todo esplendor de Maria com o título “Toda Santa”. Nenhuma destas formas de expressar a graça incontaminada de Maria é compartilhada pelas tradições da Reforma Protestante.
Os termos Imaculada ou Toda Santa, ajudam-nos a melhor compreender a “predestinação” de Maria para ser a mãe do Messias, pois, além da graça recebida na escolha imerecida, por pura gratuidade de Deus, ela refutou o pecado por toda a sua existência e escolheu viver e perseverar na graça de Deus. Ela demonstrou, como criatura, realmente ser a mais perfeita para abrigar e fazer se desenvolver em seu ventre, o Verbo Encarnado de Deus.
A autora






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