Descrição
Se a modernidade foi a era da crença na cidade, ela o foi também a do temor da cidade. Temor das epidemias, temor do contato, temor dos criminosos, temor do estrangeiro, temor das prostitutas, temor do desconhecido, temor da desordem. Por isso mesmo podemos desdobrar das indagações de George Simmel sobre como a sociedade é possível, como a vida nas metrópoles cidade é suportável? Melhor dizendo, como tolerar o outro frente a urgência do sujeito se individualizar e se proteger do bombardeio de estímulos que a todos atropelava nas ruas?
Envolvendo a todos numa intensa estimulação nervosa, a modernidade transformou os próprios fundamentos fisiológicos e psicológicos da experiência subjetiva.
Confessando que sua obra era tributária da sua experiência de vida em Berlim, Simmel é, neste livro, mais que uma revivescência da modernidade, uma provocação para se pensar a pós-modernidade, a partir de sua sugestão de que a cidade é a condição primeira para a existência da vida psíquica do homem.
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