Descrição
A Família Real Portuguesa chegou ao Brasil em março de 1808. Antes de vir para o Rio de Janeiro, a nau Príncipe Real que trouxe a bordo o Príncipe Regente D. João, a Rainha D. Maria I e os príncipes D. Pedro e D. Miguel, ancorou em salvador no dia 22 de janeiro daquele ano. E foi na primeira capital do Brasil que D. João “anunciou a mais importante de todas as medidas que tomaria nos seus treze anos de Brasil: a abertura dos portos. Era mais uma demonstração de o quanto a Bahia era importante no tabuleiro político que a Monarquia estava montando na sua fase americana” (GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Globo Livros, 2014, p. 100).Ainda de acordo com o pesquisador Laurentino Gomes, a grande maioria dos viajantes veio ao Brasil algumas décadas após a assinatura do decreto de abertura dos portos. Vale lembrar que até então não era facultada a entrada de estrangeiros na América portuguesa. O pesquisador Rubens Borba de Morais chegou a catalogar, em 1949, cerca de 266 viajantes, classificados em cinco categorias: 1ª) a dos comerciantes, mineradores e outros homens de negócio; 2ª) a dos nobres, diplomatas, militares e funcionários de governo em missão oficial; 3ª) a dos cientistas que fizeram parte de inúmeras expedições que percorreram o Brasil naquele tempo; 4ª) a dos pintores e paisagistas; e 5ª) a dos aventureiros, curiosos e toda sorte de pessoas que vieram para cá quase que por acaso.É nesse universo de relatos dos viajantes de várias procedências que se debruçou a talentosa pesquisadora iguaçuana Leila Vilela Alegrio, uma apaixonada pela história regional – sobretudo com relação à Região do Vale do Paraíba Fluminense -, lendo e analisando atentamente os inúmeros testemunhos registrados por homens e mulheres que vieram conhecer de perto o Brasil como sede de um império português fora da Europa, a única em toda a América. Nessa pesquisa meticulosa, Leila se deparou com as inúmeras impressões que descreveram os vários viajantes por ela consultados.






Avaliações
Não há avaliações ainda.